DISNEY                                                                                 
 
     FANTASIA E REALIDADE 
            Cresci cercada por personagens dos mais diversos e nas minhas memórias de ser criança habitam figuras como Peter Pan, Pinóquio, Grilo Falante, Cinderela, Bambi, Dumbo, Tico e Teco, Branca de Neve e os Sete Anões, Pato Donald, Tio Patinhas, Pluto, Pateta , Mickey.    Memoráveis e célebres parceiros de brincadeiras reais, apesar de imagináveis, mas não menos palpáveis. 
          A vida sempre nos surpreende e numa dessas artimanhas do destino proporcionou-se que eu visitasse o Reino da Fantasia que um homem chamado Walt Disney criou. 
          Por mais que eu queira traduzir em palavras a emoção que se apossou de mim, naquela manhã de dezembro do ano de 1972, fico limitada pela falta de adjetivos adequados ou que, ao menos, possam refletir a beleza daquele momento. 
          Lembro que eu disse: - "Não acredito que esteja aqui na Disneylândia! Terei que me beliscar para descobrir se estou sonhando".  E, ato contínuo, percebi que era real cada pedacinho da cidade da fantasia. 
          Percorri as ruas e atrações de todos os pequenos mundos dentro do "lugar mais feliz da Terra", como assinala uma placa na entrada da Disneylândia. 
          Os companheiros, que conheci na minha infância, surgiam de todos os cantos e vinham ao meu encontro, enchendo o meu coração da mais pura ventura.   Indescritível!  Impossível dizer exatamente o que significou abraçar o Pateta e brincar de roda com o Dunga e o Teimoso.  E, também, ver de perto o meu amigo Mickey. Tirar fotos com a Alice, com a Mary Poppins e o Capitão Gancho. 
     Um acelerar de batimentos cardíacos e os olhos cheios de lágrimas de emoção. 
     Coisas de Walt Disney, que transformou em realidade o sonho da menina ao ter criado um reino onde a alegria persiste em existir. 
         Ao longo do tempo, me foi oportunizado voltar lá inúmeras outras vezes, inclusive, levando os meus filhos.  Em cada um desses retornos, a mesma emoção repetida.  A sensação primeira insistindo em se fazer idêntica sempre e mais uma vez.     Essa é a magia do reino da Fantasia.  
         Nessa viagem aqui retratada em fotos, e que pretendo ser a véspera de muitas ainda, mostro um pouco da minha indisfarçável alegria. 
         Durante os desfiles da tarde, sentada ao longo da calçada, admirei a minha própria infância passando diante dos meus olhos.  E a noite, na Parada Elétrica, revi as luzes da vida brilhando como o pó de pirlimpimpim da Fada Sininho. 
         Ao espocar dos fogos de artifício meu coração foi se repartindo e se espalhando em meio a Realidade e a Fantasia numa ternura imensa por cada um daqueles personagens da infância revivida.    
         

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